A Chesf tem apoiado financeiramente várias Unidades de Conservação de domínio público, por meio de medidas compensatórias decorrentes da implantação dos empreendimentos.
PARQUE NACIONAL DE UBAJARA
Fonte: ICMBio
O Parque foi criado com a finalidade de garantir a integridade e o processo de evolução do conjunto de formações geológicas existentes em Ubajara (CE). Embora esteja inserido no bioma Caatinga, apresenta três ecossistemas: Floresta Ombrófila Aberta (Mata Atlântica), Floresta Subperenifólia e Caatinga. Possui características ímpares para pesquisas, por conter em espaço tão próximo dois ecossistemas tão diferenciados - mata úmida e mata seca. Sua área é 6.271,2300 hectares e foi instituída pelo Dec. nº 45.954 de 30 de abril de 1959.
PARQUE NACIONAL SERRA DAS CONFUSÕES
Localizado na região sudoeste do Estado do Piauí, foi criado através do Dec. s/nº em 2 de outubro de 1998 com o objetivo de resguardar uma amostra significativa dos ecossistemas presentes no bioma Caatinga. É caracterizado por grande beleza cênica e alto valor histórico, cultural e científico. Com uma área de 823 843,08 hectares, Serra das Confusões é o maior Parque do Piauí e da Região Nordeste do Brasil.
PARQUE NACIONAL DE SETE CIDADES
Situado a nordeste do Estado do Piauí, nos municípios de Piracuruca e Brasileira (oficialmente em Piracuruca), o Parque Nacional de Sete Cidades possui uma área de 6.303,64 hectares com um perímetro de 36 km, de bioma Caatinga. Criado pelo Dec. nº 50.744 de 8 de junho de 1961, abriga um conjunto de monumentos esculpidos pela natureza. Estes monumentos foram divididos em sete agrupamentos, ou sete cidades imaginárias, cada uma com suas particularidades.
PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CAPIVARA

Fonte: ICMBio
Criado pelo Dec. nº 83.548 de 05 de junho de 1979, tem uma área de 91.848,88 hectares, situada no sudeste do Estado do Piauí. Pertencente ao semiárido nordestino, fronteira entre duas formações geológicas, com serras, vales e planície, o Parque abriga fauna e flora específicas da Caatinga. O local é marcado pela maior concentração de sítios arqueológicos atualmente conhecida nas Américas, com mais de mil sítios pré-históricos cadastrados, muitos deles com pinturas rupestres. Pelo seu valor histórico e cultural, foi declarado pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em 1991, Patrimônio Cultural da Humanidade.
PARQUE NACIONAL DO CATIMBAU

Fonte: ICMBio
O Parque Nacional do Catimbau, criado pelo Dec. s/nº de 13 de dezembro de 2002, está localizado no Estado de Pernambuco. É conhecido por suas belezas naturais, com várias espécies de plantas, árvores e flores compondo um visual único de sua flora, tudo dentro de uma área de 62.294,14 hectares de Caatinga. Existem grandes atrações no Parque Nacional do Catimbau, dentre elas destacam-se a abundância de inscrições rupestres realizadas em épocas pré-históricas, que apresentam uma grande heterogeneidade gráfica, com características que as identificam como pertencentes à classe de registros rupestres conhecidos como Tradição Nordeste e Tradição Agreste.
PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DIAMANTINA
Situado no centro do Estado da Bahia e criado pelo Dec. N°. 91.655 de 17 de setembro de 1985, o Parque ocupa uma área 152.141,87 hectares. Seu objetivo, segundo o Decreto de Criação, é proteger amostras representativas da Serra do Sincorá, uma das feições que compõem a chapada Diamantina que, por sua vez, faz parte da Serra do Espinhaço. A Chapada Diamantina pode ser entendida como um mosaico ecológico formado por campos rupestres, cerrados, caatingas, matas ciliares, mata atlântica e pelas ‘fronteiras’ entre cada um desses ambientes, nas quais novas e singulares conformações ecológicas se apresentam.
PARQUE NACIONAL DO DESCOBRIMENTO
O Parque compõe, junto com o Parque Nacional do Monte Pascoal e o do Pau Brasil, um corredor ecológico das Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento. Foi criado em 20 de abril de 1999, por Dec. s/nº, próximo das comemorações dos 500 anos do Brasil, como tentativa de preservar remanescentes de Mata Atlântica do sul da Bahia. Com 22.693,97 hectares próximos ao rio Cahy, tem um clima úmido tropical e de floresta quente e úmida, preserva, principalmente, exemplares de pau-brasil, onça pintada e harpia, que são espécies ameaçadas de extinção.
PARQUE NACIONAL HISTÓRICO DO MONTE PASCOAL
Com o objetivo de conservar os ecossistemas que se iniciam na beira da praia até as áreas de encosta da Mata Atlântica e proteger o Monte Pascoal (primeira porção de terra do Brasil avistada pelos navegadores portugueses), o Parque foi criado em 1961 pelos Dec. nº 242 de 29 de novembro de 1961 e Dec. nº 3.421 de 20 de abril de 2000. Localizado no extremo sul da Bahia, entre as cidades de Porto Seguro e Prado, este parque, por ter em sua área a presença de índios anterior ao seu decreto e atualmente também ser definido um território indígena da etnia Pataxó, tem sua gestão feita de forma compartilhada entre o ICMBio/Funai e comunidades Pataxó residentes. Possui uma área de 22.331,91 hectares com sobreposição com a Terra Indígena Barra Velha em 8.627 hectares.
PARQUE NACIONAL DO PAU BRASIL

Fonte: ICMBio
A região é extremamente bela, está na costa do descobrimento do Brasil. Possui uma área de 18.934,30 hectares e está situado no Estado da Bahia, no município de Porto Seguro. Criado em 1999 pelo Dec. s/nº de 20 de abril de 1999 e ampliado em 11 de junho de 2010 por Dec. Federal s/nº, o Parque Nacional do Pau Brasil trata-se de uma grande reserva de Mata Atlântica, e um dos maiores reservatórios do pau brasil, o que lhe confere importância única em termos ambientais, históricos e culturais que está sendo preservada para benefício de toda sociedade.
PARQUE NACIONAL DE JERICOACOARA
O Parque Nacional de Jericoacoara, no estado do Ceará, foi criado em 4 fevereiro de 2002 por Dec. s/nº, e tem uma área de 8.862,89 hectares, a partir da recategorização parcial da Área de Proteção Ambiental criada em 1984 e da redefinição de seus limites em junho de 2007. O Parque tem como objetivo proteger amostras dos ecossistemas costeiros, assegurar a preservação de seus recursos naturais e proporcionar pesquisa científica, educação ambiental e turismo ecológico.
PARQUE NACIONAL DOS LENÇÓIS MARANHANSES

Fonte: ICMBio
Criado pelo Dec. nº 86.060 de 2 de junho de 1981, o Parque possui uma área de 156.605,72 hectares, dos quais 90 mil são constituídos de dunas livres e lagoas interdunares. Abrange três municípios maranhenses: Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz. Inserido no bioma Marinho Costeiro, é composto de áreas de restinga, campos de dunas livres e costa oceânica. A unidade de conservação apresenta grande beleza cênica, sendo visitada o ano inteiro por turistas de todo o mundo.
PARQUE DAS DUNAS DO NATAL
Com uma área de 1.172 hectares, o Parque das Dunas do Natal Jornalista Luiz Maria Alves foi criado através do Dec. Estadual nº 7.237 de 22 de novembro de 1977. Está localizado em Natal (RN) e foi a primeira unidade de conservação ambiental implantada no Estado do Rio Grande do Norte. É parte integrante da reserva da biosfera da Mata Atlântica reconhecida pela Unesco e, por isso, declarada Patrimônio Ambiental da Humanidade. É considerado o maior parque urbano sobre dunas do Brasil, exercendo fundamental importância para a qualidade de vida da população natalense.
PARQUE NACIONAL NASCENTES DO RIO PARNAÍBA
Criado em 2002 através de Dec. Federal s/nº de 16 de julho de 2002, o parque tem o objetivo de proteger as nascentes do rio Parnaíba, que abrange quatro Estados brasileiros: Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins. Com uma área de 724.324,61 hectares, está inserido no bioma Cerrado, cuja fauna é bastante diversificada, com mais de 60 espécies de mamíferos e 211 espécies de aves. Muitos desses animais estão ameaçados de extinção, como porco-do-mato, veado-campeiro, jaguatirica, onça-pintada, tatu-canastra, tamanduá-bandeira, gavião-real, arara-azul-grande e beija-flor-de rabo-branco.
RESERVA EXTRATIVISTA DELTA DO PARNAÍBA

Fonte: ICMBio
O Delta do Parnaíba é uma importante área da zona costeira brasileira, caracterizado por ser o único delta em mar aberto das Américas, formado por cinco barras (Igaraçu, Canárias, Caju, Carrapato ou Melancieira e Tutóia), a partir do rio Parnaíba, divisor natural dos estados do Piauí e Maranhão, composto por mais de 75 ilhas. A Reserva Extrativista engloba uma área de 27.021,65 hectares e foi criada por Dec. s/nº de 16 de novembro de 2000.
As atividades produtivas desenvolvidas pelas populações tradicionais nas Unidades de Conservação na Região Norte e parte da Região Nordeste, envolvendo parte de Tocantins, Piauí e do Ceará, giram em torno da pesca, da cata do caranguejo e do artesanato, este em particular bastante desenvolvido na Reserva Delta do Parnaíba, no Piauí. Nas unidades de conservação federais do grupo Uso Sustentável que possuem populações tradicionais em seu interior, como as Reservas Extrativistas, Florestas Nacionais e Reservas de Desenvolvimento Sustentável, é permitido o uso sustentável dos recursos naturais pelas comunidades.
ÁREA DE PROTEÇÃO PERMANENTE DA CHAPADA DO ARARIPE
Esta Área de Proteção Permanente (APA) está centrada no bioma da Caatinga e foi criada pelo Dec. nº 148 de 4 de agosto de 1997. Localizada no coração do Nordeste, representa uma área de 972.590,45 hectares, sendo 47% no Estado do Ceará (15 municípios), 36% em Pernambuco (12 municípios) e 17% no Piauí (11 municípios). Apesar de ainda está em fase de averiguação, estima-se que na APA, apenas de aves, existem mais de 200 espécies. Além de uma quantidade incalculável de outros animais e mais de 300 tipos de plantas, entre árvores, arbustos e ervas, algumas ainda desconhecidas.
RESERVA BIOLÓGICA DE SANTA ISABEL
A Reserva Biológica de Santa Isabel foi criada através do Dec. nº 96.999 de 20 outubro de 1998, com o intuito de preservar ecossistemas costeiros, compostos por vegetação de restinga, cordões de dunas móveis e fixas, lagoas permanentes e temporárias e ambientes estuarinos. Localiza-se no nordeste do Estado de Sergipe, envolvendo terras dos municípios de Pacatuba e Pirambu. Possui uma área de 5.547,42 hectares, com cerca de 45 quilômetros de praias com larguras que variam de 600 a 5.000 metros
RESERVA BIOLÓGICA GUARIBAS
Esta reserva se constitui em um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica do Estado da Paraíba e abriga espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção. Com área de 4.051,62 hectares, fica localizada nos municípios de Mamanguape (91,59%) e Rio Tinto (8,41%) e foi criada em 1990 por meio do Dec. Federal nº 98.884, de 25 de janeiro de 1990.
RESERVA BIOLÓGICA DE PEDRA TALHADA
Área de preservação ambiental criada pelo Dec. nº 98.524 de 13 de dezembro de 1989. A Reserva é constituída por uma área de 3.742,12 hectares, estando localizada entre Alagoas e Pernambuco. Situa-se numa zona de transição entre a Mata Atlântica e a Caatinga. A avifauna é abundante e há felinos, carnívoros, répteis, primatas e muitos roedores.
RESERVA BIOLÓGICA DE SALTINHO
Criada pelo Dec. nº 88.744 de 21 de setembro de 1983, a Reserva Biológica de Saltinho é um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica do Estado de Pernambuco e abriga espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção. São 562,57 hectares de floresta de um antigo engenho de cana que passou a horto florestal em 1940 e a estação experimental florestal em 1967, com o objetivo de desenvolver pesquisas. Em 1983, foi classificada como Reserva Biológica, com a finalidade de conservação integral da flora e fauna, para fins científicos.
RESERVA BIOLÓGICA DE SERRA NEGRA

Fonte: ICMBio
A Reserva de Serra Negra está localizada no Estado de Pernambuco, entre os municípios de Tacaratu, Floresta e Inajá. Foi criada através do Dec. nº 87.591 de 20 de setembro de 1982, com uma área de Caatinga 624,85 hectares, apresentando uma vegetação com árvores que chegam a 30 metros de altura – as mais altas da Caatinga têm em média 8 metros. A Reserva foi criada em princípio como forma de impedir o depósito de lixo nuclear provindo do funcionamento da Usina Nuclear de Angra (RJ).
RESERVA BIOLÓGICA DE UNA
Representa um dos últimos remanescentes das Florestas Costeiras da Bahia (Mata Atlântica) e é o principal local onde é encontrado o mico-leão-de-cara-dourada e do macaco-prego-de-peito-amarelo. A Reserva localiza-se ao sul do Estado, distante cerca de 500 km de Salvador, 58 km de Ilhéus e 13 km da sede do município de Una. Possui 18.715,06 hectares de área de proteção integral e é uma das Reservas da Costa do Descobrimento, declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco e parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica no sul do Estado da Bahia. Foi criada por meio do Dec. nº 85.463 de 10 de dezembro de 1980
ESTAÇÃO ECOLÓGICA AIUABA
Criada pelo Dec. s/nº de 06 de fevereiro de 2001, a Estação Ecológica de Aiuaba, declarada de utilidade pública desde 1978, está localizada no Estado do Ceará, integralmente no município de Aiuaba - região do Sertão dos Inhamuns. A Estação possui uma área de 11.746,60 hectares, destacando-se em importância por ser a maior unidade de conservação do bioma Caatinga coberta totalmente com floresta de Caatinga-Arbórea do mundo. Está principalmente associada à manutenção da biodiversidade florística e faunística da Caatinga, e representa um importante papel para o ciclo hidrológico da região, devido a sua cobertura florestal densa.
ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE MURICI
Localizada na região nordeste do Estado de Alagoas, nos municípios de Murici, Flexeiras e Messias, a Estação foi criada por meio do Dec. s/nº de 28 de maio de 2001 e possui 6.131,53 hectares. Juntamente com Área de Preservação Ambiental Estadual de Murici, a Estação tem por objetivo preservar um dos últimos e maiores remanescentes de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro, minimizando os efeitos causados pelo desmatamento concentrado na região do eixo da BR-101 e a redução e fragmentação do ambiente devido ao aumento das áreas agrícolas e das outras ações antrópicas. A região é considerada prioritária para a conservação de aves no hemisfério ocidental.
ESTAÇÃO ECOLÓGICA RASO DA CATARINA

Fonte: ICMBio
A Estação Ecológica do Raso da Catarina localiza-se entre os rios São Francisco e Vaza-Barris, na região mais seca do Estado da Bahia. Está a 60 km de Paulo Afonso, em lugar de difícil acesso. Ocupa uma área de 104.842,84 hectares em uma zona de transição entre o clima árido e semiárido e foi criada pela Portaria nº 373 de 11 de outubro de 2001. A vegetação é composta por Caatinga arbustiva. É uma região cheia de história: foi palco da Guerra de Canudos e, devido à dificuldade de acesso, era esconderijo de cangaceiros. O nome Catarina é uma homenagem a uma antiga moradora e líder local. O nome raso deriva do relevo em forma de tabuleiro, que é recortado por ravina e cânions. A fauna é diversa, apresentando desde mamíferos como o veado-mateiro a suçuarana, e aves como a arara-azul-de-lear, considerada a espécie mais ameaçada de extinção do mundo.
ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO SERIDÓ
Através do Dec. nº 87.222 de 31 de maio de 1982, a microrregião do Seridó, no Estado do Rio Grande do Norte, ganhava uma Estação Ecológica com área de 1.123,59 hectares. Unidade de Conservação da Caatinga, a Estação Ecológica teve origem a partir da compra de uma parte da Fazenda Solidão no município de Serra Negra do Norte, que pertencia ao ex-Senador Dinarte Mariz. A aquisição foi feita em 31 de Maio de 1982, pela Secretaria Especial de Meio Ambiente - Sema, responsável na época pela política ambiental do país. Dentre as atividades praticadas no local, destaca-se a da educação ambiental, que é realizada junto às escolas públicas de ensino fundamental e de nível médio nos municípios vizinhos.
ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE URUÇUÍ-UNA

Fonte: ICMBio
Esta unidade foi criada pelo Dec. s/nº de 2 de junho de 1981 para proteger amostras representativas dos ecossistemas de Cerrado, nascentes, riachos e rios formadores das Bacias do Gurgueia e Parnaíba, como também permitir o desenvolvimento de pesquisa científica. A Estação tem 135.120,46 hectares e protege várias espécies ameaçadas de extinção. Criada em área doada pelo Estado, encontra-se hoje bastante ameaçada, dada a sua localização dentro da última fronteira agrícola em expansão para a produção de grãos. Está localizada no sul do Estado do Piauí, no município de Baixa Grande do Ribeiro, desmembrado de Ribeiro Gonçalves, entre os rios Uruçuí-Una e Riozinho.